Vamos para ilhas isoladas
de areia branca e ondas delicadas.
Vamos cortar a garganta para o sangue
não escorrer e não coagular.
Vamos acariciar as cicatrizes velhas
que ardem por trás de janelas
empoeiradas de vista apagada
Vamos dizer "já chega, nunca mais!"
Vamos guardar as garrafas de Rioja
vazias para não nos cortarmos nas
explosões de estilhaços na parede.
Vamos dormir noites seguidas em branco,
sem silhuetas salgadas nos lençóis
a perguntar para sempre
"onde estás?"
"onde estás?"
Vamos cortar o pavio do dinamite
e enterrá-lo atrás de uma rocha,
Vamos salvar os destroiços de um
navio que naufragou antes de desembarcar.
Vamos embora daqui.
Eu para minha casa.
Tu para para a tua.
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